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| Foto: Divulgação |
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| Foto: Luan Barros |
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| Foto: Luan Barros |
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| Foto: Divulgação |
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| Foto: Luan Barros |
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| Foto: Luan Barros |
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| Foto: Maria Luiza do Nascimento |
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| Foto: Reprodução/Internet |
O passo seguinte foi o ingresso no curso de Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, na Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), no Recife, onde aprofundou a formação e ampliou os horizontes profissionais. Durante a graduação, viveu experiências fundamentais para a formação jornalística, atuando como estagiário no Cedoc e na produção da Rede Globo Nordeste, e como repórter do Diário Oficial do Estado
A partir da sua formação, sua trajetória se expandiu por diferentes frentes do jornalismo profissional: assessorias de imprensa em organizações públicas e privadas, editoria de revistas e coordenação de projetos de comunicação política e cultural, com reportagens produzidas em diversos municípios do Sertão pernambucano e em áreas da Bahia.
Nesse período, as coberturas investigativas e policiais lhe deram contato direto com as contradições sociais e os desafios éticos da profissão. Entre as experiências mais simbólicas no exercício de sua profissão, Emanuel destaca a passagem pelo Jornal do Commercio, em Recife (1997-2008), onde integrou equipes responsáveis pela produção de cadernos especiais. Um deles abordou o centenário do fim da Guerra de Canudos que o levou a esse município, no interior baiano, no ano de 1997, para acompanhar de perto como a comunidade ainda percebe os rastros do conflito e a figura de Antônio Conselheiro.
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| Foto: Emerson Rocha / g1 Petrolina |
Emanuel ainda integrou o projeto coletivo literário “Uma Geral do Brasil - Histórias de um menino ribeirinho” (2015), em homenagem à vida e trajetória do cantor e compositor Geraldo Azevedo, com foco em sua origem ribeirinha e sua ligação com o Vale do São Francisco. Durante a pandemia da Covid-19, lançou o livro de poemas “Nada será como antes” (2021), em formato virtual - Ebook, no qual a escrita surge como forma de resistência e cuidado em tempos de incerteza.
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| Foto: Arquivo Pessoal |
Emanuel consolidou uma trajetória acadêmica marcada pela reflexão crítica sobre a comunicação, construída a partir do diálogo entre teoria, prática profissional e território. Desde 2005, é professor do curso de Jornalismo em Multimeios da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Campus III, em Juazeiro, onde ministra disciplinas como Introdução ao Jornalismo e Redação Jornalística I e II.
Para além da sala de aula, Emanuel integra projetos de extensão e pesquisa que articulam educação, comunicação e realidade social. Entre eles, destaca-se o Polifonia, grupo de pesquisa dedicado a investigar as interfaces da comunicação com os contextos culturais, sociais e educativos do Sertão do São Francisco, reafirmando o compromisso com uma produção de conhecimento situada e socialmente referenciada.
Em 2014, esteve à frente da Multiciência, atuando como coordenador da Agência de Notícias. Ainda que breve, essa experiência foi marcada por uma contribuição à formação de novos jornalistas, fortalecendo a produção de conteúdos autorais e o compromisso ético com a comunicação pública. Sua trajetória nesta agência, no entanto, é mais ampla e contínua, marcada pela colaboração frequente com textos autorais voltados à música e à cultura da região, além do trabalho de edição e acompanhamento das produções dos alunos, especialmente no âmbito da disciplina Redação Jornalística II.
Para Emanuel, apesar das profundas transformações tecnológicas e das novas linguagens que atravessam o jornalismo contemporâneo, a essência da profissão permanece inegociável: a busca pela verdade, a verificação rigorosa dos fatos, a ética e o compromisso com o interesse público. Em um cenário marcado pela desinformação e pelas disputas narrativas, ele defende que a credibilidade deve seguir como algo primordial do jornalista.
Ao se dirigir às novas gerações, evita oferecer fórmulas prontas, preferindo estimular a leitura de mundo que começa no “quintal”, assim como o respeito às fontes, a escuta atenta e a clareza quanto ao objetivo real de cada pauta. Entre incertezas e reinvenções, Emanuel Freire aposta na formação sólida, humanística e ética como caminho possível para sustentar o jornalismo, de ontem, hoje e amanhã.
Por Eugênia Cruz, estudante de Jornalismo em Multimeios e colaboradora do MultiCiência.
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| Foto: Arquivo do Cactus Rockets Design |
A CRD vem colocando o semiárido no radar da engenharia aeroespacial. Vinculado ao Colegiado de Engenharia Mecânica (CENMEC) da Pró-Reitoria de Extensão (Proex), o grupo é composto por estudantes que unem teoria, prática e inovação no desenvolvimento de foguetes-modelo para competições nacionais e internacionais.
O projeto de foguetemodelismo tem o objetivo de colocar em prática, os conhecimentos adquiridos pelos estudantes ao longo da graduação. Atualmente, a equipe conta com 40 integrantes oriundos dos cursos de Engenharia Mecânica, Engenharia de Produção, Computação e Engenharia Elétrica, o que garante uma atuação multidisciplinar no desenvolvimento dos protótipos.
‘‘A participação em um projeto como a Cactus contribui para a formação dos integrantes ao nos colocar em contato com desafios reais, que vão muito além do conteúdo visto em sala de aula. O desenvolvimento dos foguetes exige pesquisa, planejamento, tomada de decisão, trabalho em equipe e responsabilidade técnica, promovendo uma formação mais completa e aplicada.” explicou Fernanda Freire, atual diretora executiva e capitã da equipe.
Em 2024, o projeto voltou a subir ao lugar mais alto do pódio com o foguete Kepler, vencedor do Festival Regional de Minifoguetes (FRMF), na categoria de 200 metros. Já para 2026, o Cactus se prepara para competir novamente na LASC com dois novos projetos: o Joliot, na categoria de 1 km, e o Bouman, voltado para a categoria de 3 km. Além do apoio institucional da UNIVASF, o Cactus Rockets Design conta com um sistema de patrocínios fundamentais para a manutenção e o avanço das atividades do projeto.
Neste momento, a equipe se encontra no período pós-competição com foco na elaboração de relatórios técnicos e, em momentos de brainstorm(tempestade de ideias), que irão nortear o próximo ciclo de desenvolvimento, previsto para 2026. A proposta é seguir aprimorando os protótipos e ampliando a presença do Semiárido no cenário da engenharia aeroespacial. “Desenvolver essa tecnologia aqui significa valorizar o território, formar talentos localmente e mostrar que o Semiárido também é um espaço de produção de conhecimento, inovação e futuro”, declarou Fernanda Freire.
Por: Anne Carvalho e Gabriel Matos, estudantes de Jornalismo em Multimeios na UNEB e colaboradores do MultiCiência.
| Foto: Arquivo pessoal |
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| Foto: Arquivo Curta na Uneb | Manuela entrevista o cineasta Roque Araújo. |
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| Foto: Arquivo pessoal | 1º Encontro de Estágio do curso de Jornalismo em Multimeio em 2017 |
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| Foto: Arquivo do Curta na UNEB |
Fruto da pesquisa científica intitulada “O Semiárido na tela do Curta na Uneb”, a galeria virtual Curta na Uneb tem o objetivo de reunir produções audiovisuais dos estudantes de Jornalismo em Multimeios, da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), cujas temáticas buscam representar o Território do Sertão do São Francisco e suas singularidades. O projeto é uma iniciativa do Colegiado do curso de Jornalismo em Multimeios, sob a coordenação da professora Fabíola Moura e da estudante de jornalismo, Anne Carvalho.
A galeria possui 41 curtas-metragens que valorizam o Vale do São Francisco como cenário cinematográfico, além de contar protagonismo dos alunos na produção, onde exercem também o olhar jornalístico e artístico na abordagem das temáticas. De acordo com a coordenadora do projeto, Fabíola Moura, a pesquisa científica reúne 20 anos do Curta na UNEB, evento promovido anualmente com o intuito de mostrar à comunidade externa as produções realizadas pelos estudantes do curso, mas que ficou parada desde a pandemia da COVID-19.
“A ideia surgiu para fomentar e dar visibilidade à produção audiovisual do curso de Jornalismo em Multimeios. É uma grande alegria voltar a realizar a mostra num ano tão significativo dos 40 anos do DCH III”, explicou Moura.
Para consolidar a galeria virtual, foi realizada uma pesquisa documental nos arquivos físicos e digitais das 10 edições do Curta na UNEB. O processo foi organizado por etapas, começando pelo levantamento de arquivos e mídias depositados nas redes sociais, e os vídeos dos curtas-metragens no YouTube; a segunda etapa, foi digitalizado os DVD’s, CD’S e memoriais escritos pelas turmas de cada edição; ao final, todos os arquivos foram depositados no site da galeria, que receberá atualizações quando houver novas edições do projeto. O usuário que acessar o acervo digital, poderá encontrar os conteúdos de todas as edições anteriores do evento, além dos curtas-metragens, memoriais, álbum de fotos e clipagens de materiais veiculados pela imprensa.
Para a estudante Anne Carvalho, a galeria contribui para a preservação da memória audiovisual, tanto do curso de Jornalismo, quanto dos alunos egressos que passaram pela experiência e de futuras edições que possam acontecer. “É importante também deixar registrado o acervo dessa mostra que conta atualmente com 41 curtas-metragens de variados temas contextualizados com nossa região, tornando o Semiárido protagonista das produções dos estudantes”, ressaltou.
O lançamento da galeria virtual ocorreu no último dia 24 de novembro, no Canto de Tudo da UNEB de Juazeiro. A apresentação fez parte da programação da 10ª edição do projeto, realizada pela turma do 7º período do curso, com curtas produzidos no componente curricular Documentário Jornalístico. As produções podem ser encontradas na plataforma Substack, pesquisando por Curta na Uneb. O usuário pode receber atualizações por e-mail, ou acompanhar pelo instagram @curtanauneb e @contextosemiarido.
Por Anne Carvalho, estudante de Jornalismo em Multimeios na Uneb e colaboradora do MultiCiência.
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| Foto: Arquivo Pessoal |
Má distribuição da chuva, desequilíbrio do ambiente e, consequentemente, áreas de desertificação são os principais desafios que o Semiárido e os agricultores enfrentam no manejo das plantações. Diante dessa realidade, o jovem agricultor Guilherme Delmondes, estudante de Agroecologia da Univasf, saiu do interior de Pernambuco para ser o representante das juventudes dos Semiáridos da América Latina na COP 30, realizada em Belém do Pará.
A partir das experiências de sua família, Guilherme começou a pensar em alternativas para os riscos promovidos pela desertificação e as mudanças climáticas no Semiárido. “Esses processos que a gente vem trabalhando e vem justamente sendo esse destaque que a gente levou para a COP, foram essas práticas, como a cisterna, como as silagens, como os sistemas agroflorestais, as curvas de nível”, explica o ativista. Iniciativas tecnológicas ligadas à proposta da Convivência com o Semiárido, práticas que reforçam a agroecologia e sustentam a agricultura familiar.
A COP 30 é a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, um encontro global que reúne lideranças políticas, científicas e sociais para discutir soluções e firmar compromissos voltados ao enfrentamento da crise climática. Esse ano, realizada em Belém do Pará, a conferência destaca temas como justiça climática, preservação ambiental e adaptação das populações mais vulneráveis aos efeitos das mudanças no clima.
A ida do estudante ao Congresso foi viabilizada pela Organização Plataforma Semiárido, em um processo que durou aproximadamente um ano, entre estudo, participação em discussões e a produção da carta com a demanda dos jovens do Semiárido entregue à Ministra do Meio Ambiente Marina Silva na COP 30. O processo formativo foi feito com aproximadamente 300 jovens, mas, o processo de escolha para a ida ao congresso, selecionou apenas dez pessoas, entre eles Guilherme Delmondes.
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| Foto: Arquivo Pessoal |
A presença de representações do Semiárido, dentro de um evento com tamanha proporção, em que o mundo estava acompanhando vários processos de negociações, oportunizou que os olhos de figuras poderosas, para além da Amazônia, pudessem ver, conhecer e investir na caatinga, por exemplo. “Foi justamente isso que também a gente pautou dentro da COP, no sentido de ser uma oportunidade muito grande de viabilizar fundos de investimento, muito voltado para a Amazônia, mas também a gente lembrando que existe a Caatinga, que existe o Seminário Brasileiro”, afirma Guilherme.
Ele ainda lembra que a região do Semiárido Brasileiro conta com 30 milhões de pessoas, e muitas dessas estão no campo, diretamente ligadas ao meio ambiente, assim, esses fundos de investimento precisam também voltar para essas populações. Os jovens presentes na COP buscaram inserir nas suas apresentações e, nos espaços em que estavam, a importância dessa região no cenário brasileiro, a quantidade de pessoas e quanto é importante também investir e trazer recursos para essa parte do Brasil. A partir disso, os jovens, por meio do documento “Manifesto das Juventudes dos Seminários da América Latina” produzido na trilha formativa das juventudes com a COP30, reuniram todas as principais demandas dos jovens agricultores que convivem com o Semiárido para que assim informassem os anseios dessa população aos representantes, já que o acesso às salas de negociações (bluezone) não permitiam a livre circulação de pessoas não autorizadas.
O manifesto foi entregue a diversas representações, entre elas, a Ministra do Meio Ambiente Marina Silva, na esperança de que medidas passem a ser tomadas em prol dos anseios desses jovens. Esse documento ressalta que a falta de políticas públicas é a raiz do problema dentro do cenário de desertificação e demais dificuldades na Convivência com o Semiárido.
Intitulada como a COP do povo, pela participação social perceptível, Guilherme acredita que isso tenha ressoado na mesa de negociações entre os países. O estudante afirma a participação na COP30 como positiva para o Semiárido e, apesar de saber que não terão respostas de forma imediata, pela forma burocrática a qual as coisas se resolvem entre os países, sente que fez um bom trabalho e que os grandes representantes ao menos possuem consciência do que acontece nessa região.
“Acho que foi uma grande, grande oportunidade de entender que se a gente se organizar nessa perspectiva coletiva e também individual um pouco também, a gente consegue avançar muito e chegar nesses espaços, porque se não fosse esse processo de forma coletiva, de várias juventudes e também de várias organizações contribuindo, indicando, fazendo, colocando recursos, nenhum desses jovens, nem eu estaríamos lá.”, conclui Guilherme. Com uma imagem positiva sobre a experiência, ele retorna com a certeza de que pelo menos o nome caatinga foi reconhecido nos debates, um grande passo na discussão sobre os biomas e principalmente, para a proposta da Convivência com o Semiárido.
Por Rayssa Keuri e Mellyssa Cavalcanti, estudantes de Jornalismo em Multimeios na Uneb e colaboradoras da Agência de Notícias MultiCiência.