Lançamento de exposição e livro-reportagem no DCH

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A equipe do Arquivo da Professora Maria Franca Pires, projeto de pesquisa e extensão da Universidade do Estado da Bahia Campus III, coordenado pela docente Odomaria Macedo, lançará hoje, a partir das 19h, no Departamento de Ciências Humanas a exposição Espelho, espelho meu: de que modo a Educação aconteceu? Na ocasião, haverá o lançamento do livro Maria Franca Pires: entre papéis e vozes, de autoria da jornalista Juliana Pires Machado.

Esta é a quarta exposição realizada com materiais reunidos pela professora primária em seu acervo pessoal. Nas anteriores, foram apresentadas fotografias, publicidade e imprensa, respectivamente. Desta vez, a educação será o destaque. Documentos, cadernos, revistas, entre outros poderão ser apreciados pelos visitantes. Será uma oportunidade de professores, estudantes e comunidade em geral conhecerem um pouco mais a memória da educação escolar na cidade em diferentes períodos.

A entrada é gratuita e a exposição ficará aberta ao público até 26 de novembro de 2009, nas salas do PROLAB e PROESP do Departamento de Ciências Humanas.

Por Lidmillie de Castro

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Vale Curtir o Vale Curtas!!!

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Eu ia andando pela rua meio apressado, eu sabia que estava super atrasado, cheguei ao Centro de Cultura João Gilberto esbaforido, vi um “cabra arretado” chamado Chico Egídio e, como de costume, fui cumprimentá-lo. Desajeitado, fui tomar o vão da escada para chegar ao teatro quando fui surpreendido por uma garota que me perguntou, de soslaio: “Você teve algum vídeo selecionado?”. “Sim”, respondi. E ela: “Será que você poderia dar uma entrevista?”. Claro, pois não, mas o que é que eu fiz, se é documento eu tenho aqui. Ela disse: “Pode sentar aí mesmo que a gente passa para o outro lado”...

E, realmente, passaram para o outro lado. O lado da criação, do enquadramento, das possibilidades infinitas que a luz, a câmera e a ação proporcionam para quem faz do audiovisual um exercício de autoconhecimento e de aprofundamento dialógico com o que constitui a nossa identidade cultural ou os outros de nós mesmos...

Ao meu redor, estudantes de escolas públicas de Petrolina-PE, participantes de uma das cinco oficinas de documentário em curta-metragem que o Ponto de Cultura Cine Raiz já ofereceu em cinco meses de atuação. “Todo mês, a gente escolhe uma escola pública e faz o convite aos alunos. Em média, 15 pessoas participam da oficina”, afirma Chico. Além do Cine Raiz, há o projeto “Curta em Curso”, possibilitado pelo 2º Edital do Programa de Fomento à Produção Audiovisual de Pernambuco. Com a orientação da cineasta Maria Pessoa, quatro curtas em película (16mm) foram produzidos em Petrolina.

Com o suporte teórico e prático, os alunos do “Cine Raiz” se dividem entre as funções cinematográficas e passam a experimentar o olhar nos retratos em comum sobre a própria comunidade em que a escola está inserida. Além do amor eterno, a consciência é convocada para desvendar, por exemplo, as faces do José e Maria - bairro de tradicional resistência cultural em Petrolina. Dentro do samba audiovisual, um domingo no parque ou mesmo o pátio da feira podem ser o mote para a concretização de sonhos de papel. Como o projeto tem três anos de duração, 36 documentários em curta-metragem devem ser produzidos. E haja Inclusão Audiovisual...

Na programação do Vale Curtas - Festival Nacional de Curtas-Metragens do Vale do São Francisco - razão de minha pressa em chegar ao Centro de Cultura, a sexta-feira é dedicada à mostra da oficina cinematográfica “Curta em Curso” e do Ponto de Cultura “Cine Raiz”. Os nove curtas anunciados no parágrafo anterior serão exibidos. Para deleite de Eduardo, um dos destaques da oficina “Cine Raiz – Inclusão Audiovisual”, e que agora dirige o making of do Vale Curtas. Com a maturidade de quem já fez um passeio cinematográfico pelas raízes de sua comunidade, Eduardo (a La Coutinho) foi o responsável por conduzir a minha entrevista. Sábado de manhã o material será editado e, à noite, exibido, no encerramento da terceira edição do Vale Curtas. Um festival que, como Solange faz questão de ressaltar, “a cada ano tem se consolidado a nível nacional”...

E os números não dizem outra coisa. Este ano, 172 curtas foram inscritos para concorrer nacionalmente, 29 a mais do que no ano passado. Chico sabe o porquê: “Os produtores sentem que o festival é sério. Respeita as normas do fórum de festivais”. E, por isso mesmo, têm confiança em inscrever o curta para ser avaliado por um grupo seleto, composto pela professora Clara Angélica - da Universidade Federal de Pernambuco, pela coordenadora de audiovisual da Fundarpe, Carla Francine, a cineasta Maria Pessoa e Esmom Primo, coordenador-geral da Mostra Cinema Conquista.

No dia internacional da animação, “O anão que virou gigante”, de Marão, selecionado no festival do ano passado, desfilou por mais de 400 cidades, além de “Silêncios e sombras”, de Murilo Hauser, selecionado este ano. Coincidências como estas indicam que o Vale Curtas, promovido pela Associação Raízes, está trilhando um caminho primoroso, com a fé e a coragem que impulsionam Chico, Solange, Eduardo e tantos outros amantes eternos da sétima arte. É por essas e outras que Vale a pena Curtir o Vale Curtas...


Por Luís Osete

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Tijuaçu, "O Lagarto Grande"

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Vagando por caminhos desconhecidos, cansadas da caminhada e da vida escravizada, há 200 anos três mulheres param numa lagoa a 376 quilômetros de uma senzala perto de Salvador, local de onde fugiam, para descansar os pés fatigados e matar a sede de água, de paz e liberdade negada. Foi neste lugar que essas guerreiras decidiram ficar e depositar a esperança de uma vida digna. E conseguiram: construíram Tijuaçu, “O Lagarto Grande”, localizado a 23 quilômetros da cidade de Senhor do Bonfim-Ba. Hoje, lugarzinho pacato, onde quase todo mundo é parente, vive da plantação, do acarajé e do samba de lata, que traz no olhar as evidências da luta, da força e da perseverança de um povo marcado pelo sofrimento, mas com um brilho no sorriso, inigualável.






Texto e Fotos: Edilane Ferreira

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Vale Curtas começa neste sábado

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Começa hoje a terceira edição do Festival Nacional de Curtas-metragens do Vale do São Francisco. A abertura será a partir das 19h no Centro de Cultura João Gilberto.O evento pretende estimular o desenvolvimento e a produção audiovisual local e promover o intercâmbio com a produção nacional.

Em outros pontos de Juazeiro e Petrolina, atividades culturais serão desenvolvidas. Ao todo foram inscritos 172 filmes de todas as regiões do Brasil.

Este ano, o festival tem como diferencial a apresentação de filmes produzidos na região, resultantes das oficinas Curta em Curso e Cine Raiz.

Confira a programação: http://www.valecurtas.com.br/programacao.html

Redação MultiCiência

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“Sempre fui dos livros!”

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Quem freqüenta a biblioteca da Universidade do Estado da Bahia - UNEB, provavelmente já foi auxiliado por um rapaz solícito e risonho. Regis, como é popularmente conhecido, é um dos responsáveis pela classificação e organização dos livros. Mas, apesar de ser conhecido pelos alunos, muitos não sabem nada de sua história.


Em meio a livros de Comunicação, Filosofia, Direito e uma imensidão de outros temas, Regivaldo José da Silva, Régis, como é mais conhecido, sente-se à vontade para contar um pouco de sua vida. Ele, que já atendeu dezenas de alunos da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) em Juazeiro, sentiu-se surpreso com meu convite para escrever um perfil sobre ele. “Sobre mim? Você quer escrever sobre mim?”, questionou-me com sorrisos.

Aos 42 anos, o bibliotecário formado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Pós-Graduado em Didática do Ensino Superior e Especialização em Ensino da Comunicação Social, prestou vestibular por influência de um amigo. “Num final de ano acompanhei um grupo de amigos na inscrição do vestibular. Eles incentivaram para que eu fizesse a minha inscrição e eu disse: ‘Mas não vai dar, faz seis que anos que eu não pego em um livro!”, relembra. O rapaz que escolheu Biblioteconomia e Museologia, como segunda opção, passou no vestibular na primeira tentativa e é completamente apaixonado pelo que faz. Com brilho no olhar, Regis conta que adora o serviço técnico e passar a informação correta para o usuário. “Isto é um prazer indescritível”, confessa.

Filho de pedreiro aposentado e uma dona de casa já falecida, Régis lembra que sempre foi um menino estudioso, gostava de compartilhar livros com os amigos e vizinhos. Nunca foi de correr, brincar, preferia os livros. “Eu fui um menino muito chato. Só gostava de estudar e de ler” diverte-se. Quinto filho de um total de seis, conta que, aos sete anos, mudou-se de Jaguarari (BA) para Petrolina (PE), devido ao trabalho do pai. Aos onze, foi morar com sua irmã mais velha Raílda, que praticamente lhe criou, em Campo Formoso (BA). Ao completar 19 anos, resolveu morar e trabalhar em São Paulo, onde passou mais um ano de sua vida. “Foi muito enriquecedor, morava em Santo André e trabalhava no centro de São Paulo, era uma loucura. Eu pegava um ônibus, um metrô e um trem para ir trabalhar, mas adorava aquela vida”, recorda-se.

O bibliotecário, que morou 16 anos em Salvador, trabalhou como recepcionista de hotel e prestou assessoria de comunicação em bancos da capital. Há seis anos, mora na cidade de Juazeiro. Ele coordena nos períodos da manhã e da tarde, a biblioteca do campus III, da UNEB. “Eu já estava saturado de Salvador e também era uma oportunidade de ficar mais perto do meu pai, já que passei muito tempo morando fora”, confessa.

Régis trabalha também como bibliotecário, à noite, na Faculdade São Francisco de Juazeiro (FASJ). “Lá foi mais tranquilo porque eu peguei tudo do zero, com todo o material novinho e só depois de dois anos de trabalho foi que a faculdade abriu. Então, tive muito tempo para fazer o trabalho técnico todo direitinho” comenta. Na FASJ, Régis também já atuou como professor de Mídia e reconhece a necessidade de haver na biblioteca um centro da divulgação do conhecimento.
“Na Universidade a biblioteca é à base de tudo. Do estudo, da pesquisa e da extensão” afirma Régis, que ‘briga’ por uma maior quantidade de exemplares nas prateleiras, por climatização adequada e por salas de estudo em grupo e individuais. “Recursos que consigam atender às necessidades da comunidade unebiana”,completa.

Como projeto a ser realizado no futuro, Régis pretende cursar mestrado e falta apenas decidir a qual linha se dedicar. “Pensei em estudar Sociologia da Mídia, que é uma coisa que me interessa. Penso também em Produção do Conhecimento, que me instiga muito”, relata que também tem desejo de voltar a dar aulas. Quando questionado se deixaria o trabalho como bibliotecário, Régis é elusivo: “vai depender muito das oportunidades que aparecerem, porque as duas coisas (a biblioteca e a sala de aula) me satisfazem completamente. Nas duas, me sinto feliz. Então, onde estiver melhor, vou ficar”.

por Isabella Mendes

foto Emerson Rocha

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Especialista em Letramento visita DCH III

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A professora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Angela Kleiman, realiza amanhã (29/10) e sexta-feira uma visita técnica ao Departamento de Ciências Humanas (DCH), da Universidade do Estado da Bahia, campus III. Especialista em Linguística Aplicada, a professora veio a convite do professor Cosme Batista dos Santos para colaborar com o projeto de pesquisa A divulgação científica educacional na formação do alfabetizador.

Nesta quinta-feira (29/10), Angela Kleiman, junto com pesquisadores do DCH III, irá visitar escolas municipais das 9 às 12h. À tarde, das 15 às 18h, haverá reunião com os coordenadores pedagógicos da rede municipal no auditório da Secretaria de Educação (SEDUC). Já na sexta-feira (30/10), a professora irá avaliar o andamento das pesquisas desenvolvidas no Departamento de Ciências Humanas com práticas do letramento e divulgação científica.

A visita conta com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB) e da Secretaria Municipal de Educação.

Redação MultiCiência
Foto: Site Unicamp

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Exposição apresenta versatilidade da arte fotográfica

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Uma precisa combinação de cores, luz e ousadia. É este o sentido provocado pelas imagens da Exposição SobrePosição, disponível ao público no Departamento de Ciências Humanas, da Universidade do Estado da Bahia, em Juazeiro-Ba. A mostra reúne 22 imagens fotográficas, coordenada pelo professor José Renner e alunos do curso de Jornalismo em Multimeios e de Pedagogia. Nesta quarta edição, o projeto apresenta um olhar singular sobre as artes plásticas e a fotografia. Através de projeções de obras de arte sobre o corpo dos modelos, são homenageados artistas como Tarsila do Amaral, Salvador Dalí, René Magritte e outros personagens da arte universal.


O termo Transforma remete as modificações que são feitas na imagem. O conceito ultrapassa a transformação física e propõe também a construção de um novo olhar. “Transforma refere-se à transformação do pensamento e não só da imagem, mas através do símbolo pretende causar reflexão e tirar as pessoas do lugar para que elas possam ver diferente”, explica Renner. Desta forma, as fotografias buscam inquietar os visitantes e provocar questionamentos.


As imagens permitem visualizar uma trama de discussões. Uma delas é a polêmica acerca dos procedimentos de produção e o conceito de arte fotográfica, confrontando a fotografia proveniente do instantâneo, reflexo do instante, do acontecimento, e a produzida em estúdio. “Escolhi trabalhar com as duas coisas, o acaso e a questão da composição do enquadramento”, declara Renner.


A mostra sugere também uma reflexão do conceito de arte coletiva e a colaboração das pessoas. “Uma fotografia pode ter toda uma equipe por trás e chega a modelo, que é a artista, e torna-se a autora do trabalho também. Mas os fotógrafos, os alunos do curso, detem a autoria das imagens, porque são eles os responsáveis pelos enquadramentos, escolha da composição e pela captura da imagem", como esclarece Renner. Uma das imagens, inclusive, foi censurada por uma das modelos, após vê-la exibida na mostra. O cartaz “fotografia censurada”, sob a imagem, é um ícone de como a arte provoca, inquieta.


Numa perfeita conjunção, a exposição Transforma apresenta uma efervescência de cores, tecidos, flores, luz imersos em muitos elementos, nos quais os corpos e as imagens provocam e transportam o visitante para além de uma simples contemplação. A exposição ficará aberta ao público até o dia 10 de novembro, no Departamento de Ciências Humanas/UNEB, no horário das 14h até 22h.


Por Juliane Peixinho (Repórter); Emerson Rocha (Fotojornalista), da Agência MultiCiência.
Matéria publicada no Gazzeta do São Francisco, na edição do dia 25 de outurbro.

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